Em Santa Catarina existem diversas localidades, distritos e municípios que levaram o nome deste herói, que é considerado de dois mundos.

Giuseppe Garibaldi nasceu em 4 de julho de 1807, na cidade de Nice (França). Dedicou os 75 anos de sua existência à causa da liberdade, lutando contra as tiranias. Era o segundo dos cinco filhos do casal Ângelo Domenico Garibaldi e Rosa Raimondi, naturais de Gênova, na Itália.
Aos oito anos já mostrava seus gestos de heroicidade, pois salvou uma lavadeira que caíra num poço. Aos treze anos, salvou um grupo de homens que, lutavam contra as ondas enfurecidas no mar. “Cada vez que sou chamado a salvar pessoas, jamais tenho dúvidas em arriscar a minha própria vida”. Palavras de Giuseppe Garibaldi.
Garibaldi estudou na escola para marinheiros. Aprendeu caligrafia, matemática, história, inglês, francês e geografia com dois professores particulares. Desde menino sempre foi muito aventureiro. Um dia foi de barco até Mônaco, sendo recambiado a Nice por um navio de seu pai. Aos quinze anos, a bordo do vapor Constanza, fez uma importante travessia comercial entre o Mar Negro e Odessa. Em 1825 fez a sua segunda viagem em navio comandado pelo pai e desembarcou em Roma.
O temperamento aventureiro fez com que ele navegasse pelo Mediterrâneo e empreendesse viagens ao Oriente.
Em 1833 conhece os segredos da associação jovem da Itália. Filia-se a unificação deste país. Mais tarde é chamado para prestar serviço na Marinha de Guerra da Sardenha, onde começa a desenvolver seus planos de conspiração. A sua missão era apoderar-se do navio e apontar os canhões para Gênova. O plano foi denunciado e Garibaldi teve que fugir. Foi julgado pelo tribunal militar do Rei Carlos de Savoia e condenado à morte.
De março de 1834 até julho de 1848, Garibaldi permaneceu no exílio, chegando ao Brasil, depois indo para o Uruguai e para a Argentina. Na Argentina é considerado um guerreiro muito querido. O congresso Argentino, em 1897, foi homenageado com uma estátua.
No Brasil, ele ingressou na Ordem Maçônica, tendo sido iniciado na Loja Asilo da Verdade, no Rio de Janeiro. Fundou um jornal e comprou um vapor para resolver seus problemas financeiros. O barco foi batizado de Mazzini, pois foi na companhia de Rosetti que ficaram sabendo da Revolução Farroupilha no Rio Grande do Sul. Em Porto Alegre, Zambeccari luta ao lado de Bento Gonçalves da Silva.
Em 1836, na Batalha de Fanfa, Bento Gonçalves e Tito Lívio Zambeccari, são presos, junto com outros líderes farrapos. Em 1838, o navio Mazzini, recebe a autorização para cruzar os rios e mares do Rio Grande do Sul.
Em maio de 1837, Bento Gonçalves pede que Garibaldi apóie, por terra e por mar, David Canabarro na ação contra a cidade de Laguna. Segue para santa Catarina com seis barcos. Executa um plano gigantesco. Foi em Laguna que Garibaldi conheceu Maria de Jesus Duarte Ribeiro. Conhecida como Aninha, mas Garibaldi preferiu batiza-la de Anita. Anita Garibaldi foi sua fiel companheira e o ajudou em muitas batalhas.
Garibaldi seguiu lutando pelos Farroupilhas até 1842, quando foi dispensado por Bento Gonçalves.
Em 1848 retornou ao norte da Itália a fim de ajudar na luta contra os austríacos. Em 1849 comandou uma legião italiana e tentou defender a República Romana contra os austríacos e franceses. Em seguida partiu para os estados Unidos e trabalhou durante algum tempo, como fabricante de velas em Nova Iorque.
Em 1854 voltou para a Itália e em 1860, com os Camisas Vermelhas, conquistou o Reino das Duas Sicílias para o reino italiano. Em 1866, estorou a guerra contra a Áustria, ele comandou um exército de 35 mil homens voluntários do Tirol, vencendo seis batalhas em dezessete dias.
Em 1870 voltou a combater na guerra franco-prussiana, quando derrotou os alemães em Chatoillon, Autun e Dijon. Em 1874 foi eleito deputado em Roma. No dia dois de junho de 1882, morria, em Caprera, o grande líder Giuseppe Garibaldi, tendo deixado expresso em testamento sua última vontade, que a monarquia de Savoia não respeitou. O herói de dois mundos pedia para ser cremado, mas seus restos mortais foram encerados em um ataúde e sepultados.

